História
Dos Batistas Livres
A denominação Batista Livre é uma
comunhão de cristãos evangélicos
unidos com o propósito de semear o evangelho de
Cristo e construir a Sua Igreja ao redor do mundo. O
surgimento dos Batistas Livres pode ser traçado às
influências dos Batistas de linha Arminiana da
Inglaterra que imigraram para a América do Norte.
A denominação nasceu em duas frentes diferentes
quase que ao mesmo tempo. O movimento do sul, ou de Palmer,
surgiu em 1727 quando Paul Palmer organizou uma igreja
em Chowan, na Carolina do Norte, Estados Unidos. Palmer
já tinha sido pastor em outros estados, tendo
sido batizado em uma igreja onde os membros haviam se
mudado do País de Gales para a Pennsylvania.
A segunda origem foi o movimento do norte,
ou de Randall, que se iniciou com uma igreja organizada
por Benjamin
Randall em 30 de junho de 1780 em New Durham, estado
de New Hampshire. Os dois movimentos Batistas Livres
(Free Will Baptist) ensinavam a gratuidade da graça,
da salvação e o livre arbítrio,
apesar de não existir uma ligação
oficial entre os dois.
O movimento do norte se expandiu
mais rapidamente e se estendeu para o oeste e sudoeste.
Em 1910-1911 houve
uma fusão entre esta organização
e a denominação dos Batistas do Norte (Northern
Baptist), perdendo-se mais da metade das suas 1.100 igrejas
e todos os bens da denominação, inclusive
várias faculdades. Em 28 de dezembro de 1918,
representantes das igrejas que não se juntaram à fusão
formaram a Associação Cooperativa Geral
das Igrejas Batistas Livres (Cooperative General Association
of Free Will Baptists).
As igrejas Batistas Livres do
sudeste dos Estados Unidos, descendentes do movimento
Palmer, tinham mostrado um
relacionamento fraternal com os do movimento Randall
no norte e no oeste, mas a questão da escravidão
e a Guerra Civil dos Estados Unidos impediram uma união
formal entre os dois movimentos. As igrejas do movimento
Palmer tinham se organizado em várias associações
desde bem cedo e finalmente se organizaram em uma única
associação, a Conferência Geral (General
Conference), em 1921. Estas últimas igrejas não
foram afetadas pela fusão no norte.
Agora que os remanescentes do
movimento Randall tinham se organizado na Associação Cooperativa
Geral e os do movimento Palmer na Conferência Geral,
era inevitável que a fusão entre estas
duas correntes ocorreria. Em 5 de novembro de 1935 em
Nashville, no Tennessee, representantes destes dois grupos
se reuniram e organizaram a Associação
Nacional dos Batistas Livres dos Estados Unidos.
Esta associação adotou o Manual de Fé e
Prática dos Batistas Livres que descreve as doutrinas
básicas, a fé e as práticas que
têm caracterizado os Batistas Livres através
dos anos. Este documento serve como guia para uma comunhão
denominacional que conta com mais de 2.400 igrejas em
42 estados americanos e 14 países estrangeiros.
>Traduzido com a devida autorização da National Association of Free Will Baptists, Antioch, EUA.<
Veja a página original.
A
História dos Batistas Livres no Brasil
Veja Também...
Em
outubro de 1957 o Pastor Thomas Willey e sua esposa
Mabel, missionários em Cuba, vieram ao Brasil
em viagem de pesquisa e preparação para
o envio de missionários pela Junta de Missões
ao Estrangeiro da Associação das Igrejas
Batistas Livres dos Estados Unidos (National Association
of Free Will Baptsits). Durante esta visita, contatos
importantes foram feitos; entre eles com um pastor brasileiro,
Waldemar Daminelli, na cidade de Campinas, estado de
São Paulo, que iniciava uma nova igreja ainda
não organizada.
Em 2 de janeiro de 1958 chegava ao Brasil o primeiro
missionário, Dave
Franks, para trabalhar em solo brasileiro. Pouco tempo depois foi firmado um
acordo entre a Missão Batista Livre e Waldemar Daminelli para que a
igreja que este último iniciara se filiasse aos Batistas Livres. Esta
foi a primeira igreja Batista Livre no Brasil, organizada em abril de 1958.
Nesta igreja começou a funcionar o primeiro seminário e instituto
bíblico em 1960. Uma clínica médica também funcionou
na igreja de 1962 a 1964, para atendimento do público.
Além do Pastor Dave, outros missionários Batista Livres começaram
a chegar ao Brasil. Nos próximos 10 anos foram mais 9 casais e 3 moças
solteiras. Outros trabalhos foram abertos em outras cidades do estado de São
Paulo: Jaboticabal em 1961 e Araras, Ribeirão Preto e Pirassununga em
1962. Em 1964 uma chácara, que se denominou Evangelândia, foi
adquirida nas imediações de Jaboticabal para a realização
de acampamentos, retiros e o funcionamento do Seminário e Instituto
Bíblico.
Em meados da década de 60, o trabalho começou a expandir para
outros estados. Uma igreja foi implantada em 1965 em Santana do Livramento,
RS, na fronteira com o Uruguai. Em 1970 foi a vez de Tubarão, SC, receber
uma igreja, mas foi fechada pouco tempo depois devido a uma enchente que praticamente
destruiu a cidade em 1974. Na década de 70 o trabalho se expandiu para
o estado de Minas Gerais, com abertura de igrejas em Conselheiro Lafaiete,
Barbacena, Uberaba e Uberlândia. Na década seguinte foi aberto
um trabalho na capital do estado, Belo Horizonte. Nas cidades onde as primeiras
igrejas tinham sido implantadas, congregações foram iniciadas
em outros bairros.
Além do trabalho de implantação de igrejas, a Missão
Batista Livre tem se empenhado em vários outros ministérios.
Seminários e Institutos Bíblicos e suas extensões têm
funcionado em várias cidades. Programas de rádio também
têm sido usados em várias cidades como meio de evangelismo. O
Lar Nova Vida, em Araras, SP, foi iniciado por uma missionária Batista
Livre para abrigar crianças enviadas pelo juizado de menores.
As igrejas têm se empenhado na evangelização das suas cidades,
bem como das áreas indígenas do Brasil e até no exterior.
Missionários brasileiros têm sido enviados para trabalhar com
as missões Novas Tribos do Brasil, MEVA e Missão Asas de Socorro
nas áreas indígenas. Outros têm sido enviados para o exterior,
para países como Irlanda do Norte, Costa do Marfim, Madagascar e China.
Atualmente os Batistas Livres contam com 24 igrejas
e congregações
localizadas em 10 cidades brasileiras, sem contar com o trabalho que é realizado
na fronteira do Brasil com o Uruguai.